Pratos Paraenses

Tapioquinha SEM GLÚTEN
A tapioquinha tem presença garantida no café do paraense. É feita da goma (polvilho bem branquinho obtido com a decantação da mandioca ralada), levemente umedecida. Uma certa quantidade é espalhada na frigideira bem quente e daí se obtém uma panqueca, que é recheada principalmente por manteiga, coco ou queijo. Há também a versão molhada com o leite de coco. ainda quente. Caso esfrie, deve ser embebido no leite de castanha do Pará ou coco.
Cuscuz
O cuscuz é feito com farinha de milho e cozido no vapor numa panela especial chamada de cuscuzeira. Umedece-se a farinha de milho com um pouco de água, acrescenta-se o sal e deixa-se cozinhar por alguns minutos. É servido quente com leite e lascas de coco ralado açucarados.
Beiju
O beiju é feito da massa grossa da mandioca, assado no próprio tacho onde se faz a farinha. Exige uma técnica especial para assá-lo a fim de que não toste além do necessário. É tenro, alvo e desmancha-se na boca. Mas deve ser degustado ainda quente. Caso esfrie, deve ser embebido no leite de castanha do Pará ou coco.
Rosca de Tapioca
A rosca é feita com farinha de tapioca, deixada de molho no leite de coco, para amolecer bem. Acrescenta-se gemas de ovos, sal a gosto, manteiga e bastante erva-doce. É assada por inteiro ou, feitas as rosquinhas, em tabuleiros, até que dourem. Por fora, as rosquinhas são crocantes; por dentro, cremosas. Devem ser comidas quentes.
Bolo de Macaxeira
A macaxeira é da família da mandioca. Para o preparo do bolo é necessário ralar a raiz ainda crua. Acrescenta-se então ovos, açúcar, leite condensado, coco ralado, um pouco de sal e erva-doce à gosto. Parte da massa deve ser batida no liquidificador. Junta-se as duas metades e reserva-se. Unta-se então uma assadeira, dispõe-se a massa e leva-se ao forno até dourar.
Mingaus
Os mingaus podem ser de tapioca, de milho branco, banana, ou açaí. O mingau de açaí é muito comum entre os paraenses. Faz-se um mingau de tapioca, com água e açúcar. Deixa-se esfriar um pouco e junta-se, então, o açaí azedo, guardado de véspera. Toma-se mingau em qualquer vasilhame, mas, o gostoso é saboreá-los utilizando cuias.
Pupunha
No café da manhã do paraense, ainda é muito comum encontrar-se a pupunha. É o fruto pequeno e arredondado de uma palmeira farta na região, que também fornece um palmito especial. Possui uma variedade de tamanhos, texturas e cores: amarelas, verdes, laranjas ou vermelhas. Comem-se cozidas, acompanhadas de açúcar, mel de abelhas ou mel de cana-de-açúcar, de café puro ou café com leite.
Pato no Tucupi
O tucupi pode ser considerado o coringa da culinária paraense. Caldo amarelo, produzido a partir da fermentação da mandioca, raiz da maniva, é servido com os mais diferentes tipos de carnes. Mas é com o pato que o tucupi ganha sabor extraordinário e status de carro chefe da culinária paraense.O caldo do tucupi deve ser bem fervido para eliminar o ácido cianídrico, presente na mandioca. Em seguida, temperá-lo a gosto com sal, alho, chicória e pimenta de cheiro. Reservar. A carne do pato deve ser temperada com sal, alho e pimenta do reino a gosto de preferência na véspera. Antes do preparo do prato, vai ao forno para assar.O prato também leva uma erva chamada jambú. Alguns garantem que o jambú tem propriedades afrodisíacas. O que se nota ao degustá-lo é que ele causa uma leve dormência nos lábios.
Maniçoba PAIXÃO PARAENSE
As folhas da planta maniva ou da mandioca se transformam numa das mais exóticas iguarias da culinária paraense: a maniçoba. O preparo da maniçoba demanda tempo. As folhas depois de lavadas e moídas, devem ser cozidas por 4 dias. No quinto dia, acrescenta-se as carnes, as mesmas de uma feijoada: charque, chouriço português, paio, pé de porco, toucinho, costela, já dessalgados. Deixa-se cozinhar por mais dois dias. Acerta-se o sal e pode servir com arroz branco, farinha d’água e molho de pimenta de cheiro à parte.
Peixe moqueado
Essa receita, criada pelos índios, até hoje é executada pelos pescadores da região amazônica, pela facilidade em se conseguir o produto e de não necessitar de fogão e nem de apetrechos especiais para o preparo O peixe é assado no “moquém”, uma grelha com varas armadas sobre um braseiro de chão, que dá nome ao prato. O segredo é deixar a grelha a um metro do fogo. E não ter pressa. Já que o peixe temperado apenas com sal e limão deve levar até 3 horas cozinhando.O nativo paraense come a iguaria com a mão, retirando os pedaços e polvilhando sobre eles sal, limão e pimenta. Para acompanhar, farinha d’água.
Bolinho de piracuí
O pescado na Amazônia é praticamente todo aproveitado pelos moradores da região. É comum, principalmente no oeste do Pará, a confecção da farinha de peixe ou piracuí. Iguaria obtida da moagem do peixe seco, principalmente de piraíbas e piraras, peixes de grande porte dos rios da Amazônia, de carne consistente e fácil manejo. A farinha pronta é usada no preparo de várias receitas regionais. Entre as mais conhecidas está o bolinho de piracuí. O prato é feito a partir de um pirê de batata, legumes como cebola, alho, tomate, alfavaca, chicória, salsa e coentro, picados, azeite português, ovos e a farinha de peixe. A massa é mistura com as mãos e o bolinhos, depois de fritos, devem ser servidos quentes.
Pirarucu de casaca
Outro peixe de grande consumo no Pará é o pirarucu, característico das águas calmas das várzeas amazônicas. Maior peixe de água doce do mundo, chega a atingir até 3 metros de comprimento e 250 quilos. O pirarucu de casaca é feito a partir da carne do peixe salgada. Depois de dessalgado, o pirarucu é frito em pedaços e desfiado. E refogado com cebola, tomate, cheiro-verde e pimenta, azeite de oliva e sal, se necessário. Além do peixe refogado, o prato eva uma camada de farofa molhada, feita com leite de castanha do Pará ou de coco e farinha de mandioca. Para arrematar, bananas compridas fritas e batata palha. Vai ao forno apenas para amornar. Serve-se com arroz branco.de mandioca. Para arrematar, bananas compridas fritas e batata palha. Vai ao forno apenas para amornar. Serve-se com arroz branco.
Tacacá ESPECIAL
O tacacá, o pato no tucupi e a maniçoba formam a tríade da tradicional culinária paraense. A iguaria é uma espécie de sopa, feita com tucupi, goma, jambú e camarão seco. O tucupi deve ser cozido e temperado com alho, sal e chicória. A goma é feita à parte, uma espécie de mingau de amido de consistência bem leve. O jambú é cozido com água e um pouco de sal e depois escorrido. O camarão deve ser limpo e bem lavado. Para montagem do prato, usa-se uma cuia indígena, espécie de cabaça comum na região. Coloca-se primeiro a goma, depois o tucupi, o jambú e os camarões (a gosto). A sopa é servida bem quente pelas tacacazeiras em pequenas e típicas carrocinhas nas esquinas de Belém. Pode-se acrescentar molho de pimenta de cheiro, feito com o próprio tucupi.
Arroz de Pato
Com o tucupi, é muito comum o paraense fazer também o arroz de pato, um risoto que tem na sua base o caldo do tucupi e o pato assado. Para o prato é necessário temperar o tucupi com sal, alho e chicória e fervê-lo. À parte, asse o pato também temperado com sal, alho e pimenta do reino. Desfie a carne e reserve. Cozinhe o arroz, no caldo do tucupi e acrescen- te o pato quando o arroz já estiver quase no ponto. Acrescente o jambú pré-cozido a gosto. Sirva com molho de pimenta.
Caruru
No Pará, o caruru é feito com quiabos, camarões secos e inteiros, muito tem- pero verde, e farinha seca, bem fininha. Cozinham-se os quiabos, cortados em rodelas, Cozinha-se as cabeças dos camarões, aproveitando-se o caldo resultante. Nesse caldo, temperado com chicória e cheiro verde é que vai ser feito o mingau com a farinha seca, base da preparação do prato. Com a base pronta, adiciona-se os quiabos bem escorridos, o camarão já refogado com todos os temperos e, por último, o azeite de dendê, para dar o gosto e a cor característicos da iguaria. Serve-se com arroz branco. Acrescentar farinha da grossa e o molho de pimenta.
Vatapá
Para o vatapá paraense, usa-se também o caldo resultante do cozimento das cabeças e das cascas de camarão salgado. Nesse caldo, temperado com chicória, alhos e cheiro verde, adiciona-se farinha de trigo, obtendo-se um mingau mais ou menos consistente. Acrescenta-se o leite de coco puro, natural ou industrializado, os camarões previamente limpos e dessalgados, por último, o azeite de dendê. Acrescente ao prato já servido a farinha, o molho de pimenta, algumas folhas de jambú e camarões cozidos no tucupi.
Caldeirada de Filhote
Um dos pratos mais tradicionais feitos à base dos frutos do rio é a caldeirada paraense. Para o preparo, usa-se geralmente a carne do peixe “filhote”, que tem esse nome, apesar de pesar até 60 quilos. O “filhote” é um peixe de pele encontrado em abundância na confluência dos grandes rios. Tem a carne branca e macia. Além do peixe cortado em pedaços, leva cebolas, tomates, pimen- tões, alho, batatas e ovos cozidos. É servido com um pirão de farinha feito com o caldo do próprio cozimento dos ingredientes. A caldeira- da é servida em uma panela de barro, acompanhada de arroz branco.
Açaí MAIS CONSUMIDO
O açai é fruto de uma palmeira típica das regiões de várzea da Amazônia. É tomado gelado com farinha de mandioca ou tapioca. Mas é comum se comer o açaí em forma de pirão feito com farinha d’água, acompanhado de peixe assado ou camarão. Há ainda os que preferem o suco com açúcar.
Mousse de Açai
Bata no liquidificador a polpa congelada, açúcar, creme de leite em caixa e sal. Reserve. À parte prepare uma gelatina em pó vermelha sem sabor, acrescente à mistura e bata novamente. Transfira a mistura para uma tigela, adicione farinha de tapioca e misture até ficar homogêneo. Despeje em uma forma umedecida e leve à geladeira por 3 horas ou até ficar firme. Sirva salpicado com a farinha de tapioca reservada.
Cupuaçu
O cupuaçu é uma fruta bela, cheirosa, de sabor suave e ácido. No Pará, é outro símbolo da culinária regional, fartamente consumido pela população no seu dia a dia, seja em forma de sucos, sorvetes, bombons ou doces.
Torta de Cupuaçu com queijo “cuia”
Para o preparo desta receita, mistura-se biscoito maisena triturado e margarina até obter uma massa consistente. Coloca-se a massa em uma forma de torta de aro, fazendo furinhos no fundo com um garfo. Acrescenta-se uma camada de queijo “cuia” (tipo Reino) ralado misturado com gemas de ovos. Leva-se ao forno para assar. Retira-se e acrescenta-se uma camada de geléia de cupuaçu. Cobre-se tudo com um suspiro feito à parte. Deixa-se esfriar, retira-se da forma e enfeita-se com queijo “cuia” ralado.
Castanha-do-Pará
A castanha do Pará, ou Brazil Nut é a semente da castanheira, uma árvore nativa da floresta amazônica. De alto teor calórico e protéico, contém o ele- mento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer.
Biscoito de Castanha do Pará
Para fazer o biscoito de castanha, deve-se torrar e moer as sementes, fazendo uma massa com manteiga, trigo, açúcar e maisena. Quando a massa alcançar o ponto de enrolar, pega-se pequenas porções e dar-se a forma de nhoque. Coloca-se então em uma assadeira untada os biscoitinhos enfileirados e leva-se ao forno pré-aquecido para assa. Ainda quente, os biscoitinhos devem ser untados com açúcar de confeiteiro.